Rua do Barreto em estado de abandono e sem segurança

Valão sem sinalização é uma das reclamações dos moradores, que também falam da lama e dos buracos. Foto: Marcelo Feitosa


Falta de iluminação, lixo acumulado na via e valão , além de frequentes assaltos, são constantes motivos de reclamação da população do bairro da Zona Norte de Niterói

Os moradores da Rua Maurício de Abreu, paralela à General Castrioto, no Barreto, vivem um drama que se arrasta há décadas. As dificuldades vividas diariamente são um espanto para quem não conhece o local. Lama, buraco, falta de iluminação, constantes assaltos, muito lixo acumulado na via e um valão que fica quase que no meio da rua, fazem parte do cotidiano dos moradores.
O aposentado José Basílio da Silva, de 73 anos, diz que quase caiu no valão, pois não há mureta de proteção e nem ao menos sinalização.
“Quase caí um dia desses. Vinha andando e uma moto passou ao meu lado, perdi o equilíbrio e quase caí no valão. Além disso, aqui está muito perigoso, está tendo muitos assaltos”, comenta.
Moradora da rua há 20 anos, Cleonice Cassiano sofre com os problemas da rua e conta que por diversas vezes o valão transbordou em dias de chuva, alagando todo o seu quintal.
“Isso aqui não é vida. Quando chove forte, como em janeiro deste ano por exemplo, o lixo acumulado no valão faz com que o mesmo transborde e com isso a água suja acaba invadindo as nossas casas. Luto há anos e nada é feito para melhorar as nossas vidas. Meu filho tem necessidades especiais e quando preciso levá-lo ao médico em dia de chuva é uma tristeza”, desabafa a dona de casa
Morador e comerciante do local, Walter dos Santos, de 60 anos diz que devido à desordem na rua e a falta de uma pavimentação adequada, o movimento do seu bar vem caindo sem parar.
“Se eles asfaltassem essa rua o meu movimento aumentaria cerca de 50%. Quem quer tomar uma cerveja em um bar cheio de poeira e com o mau cheiro do valão? A nossa rua está abandonada”, denuncia o comerciante.
O aposentado José Pereira, de 65 anos, anda com auxílio de muletas e diz que sofre ao passar pela rua, afinal os buracos começam nas calçadas e se estendem por toda a rua. “Esta rua está imprópria para qualquer pessoa, imagina quando se faz uso de muletas”, disse.
Segundo nota da prefeitura, para a iluminação da via, os moradores devem formalizar a solicitação através de ofício, encaminhado à Secretaria de Conservação e Serviços Públicos (Seconser). “Será realizado um levantamento e um estudo no local para posterior instalação da iluminação”, diz a nota.
Em relação à coleta de lixo, segundo o órgão, a via possui coleta domiciliar às terças, quintas e sábados diurna. “No local, há um ponto de vazadouro e semanalmente a Clin entra com maquinário para realizar a limpeza da rua”.
A Prefeitura pede a colaboração dos moradores do entorno para que respeitem os dias e horário de coleta, para que não haja acúmulo de resíduos.
Sobre o valão, a Seconser informa que já está programada a ida de uma equipe ao local para verificação, manutenção e limpeza do valão.

Por: Geovane Mendes    O FLUMINENSE