FORA CABRAL, FORA CCR BARCAS ! CÂMARA MUNICIPAL DE NITERÓI OCUPADA

CÂMARA PERMANECE OCUPADA


O clima de tensão dominou a Câmara Municipal de Niterói, ocupada por cerca de 50 manifestantes desde o último dia 8. 
Além de não haver sessões pelo fato do plenário estar ocupado, agora, os funcionários da Casa estão com medo de sofrerem violência por parte dos ativistas e os diretores e coordenadores técnicos dos departamentos pediram ao presidente do Legislativo, para serem liberados às 15 horas, além de não promoverem sessão plenária.
No que foram atendidos, com a assinatura de um ofício. À tarde, os manifestantes fizeram ato público contra projetos da prefeitura, o governador Sérgio Cabral e a concessão da CCR Barcas.
“Compreendemos a preocupação dos funcionários e achamos prudente, em face dos acontecimentos que ocorreram na noite de ontem no Rio de Janeiro, suspender o expediente mais cedo. Precisamos resguardar a segurança dos nossos funcionários e também o patrimônio público”, afirmou o presidente.
A ocupação do plenário impede, segundo o parlamentar, a realização das sessões legislativas, audiências públicas e reuniões das comissões permanentes e especiais, como a da CPI dos Ônibus.
Os vereadores também deixaram o prédio por volta das 15 horas, permanecendo apenas Paulo Eduardo Gomes, Henrique Vieira e Renatinho, todos do PSOL. “O presidente da Casa não podia ter cancelado a sessão pois não precisamos de servidores para realizar uma. Basta haver quorum mínimo de vereadores”, argumentou. Assessores do parlamentar assinaram e distribuíram um documento afirmando que não se sentiam ameaçados ou constrangidos com a presença dos manifestantes.
A Mesa Diretora do Legislativo, através da assessoria, respondeu que uma sessão plenária não pode ocorrer sem a presença de funcionários, como taquigrafistas, o setor de Atas, cinegrafistas da TV Câmara e garçons que servem água e café. Por volta das 18 horas, os vereadores do PSOL abriram e encerraram a sessão por falta de quorum. Em seguida, os ativistas realizaram assembleia geral onde fizeram balanço do movimento.
Durante o dia circulou o boato de que o presidente teria conseguido na Justiça ato de retomada de posse da Casa, o que foi desmentido pela assessoria. Na Praça da República, defronte ao Legislativo estavam estacionados quatro viaturas da PM com 11 policiais, que informaram estar apenas de prontidão. Na calçada da Câmara e no pátio havia duas viaturas da Guarda Municipal. O ativista Leandro Lacroix, que foi expulso do movimento na semana passada por divergência com os colegas, disse que a ocupação é liderada pelo PSOL. “ Oitenta por cento dos ativistas é filiada ao partido, 10% ao PCB e os demais ao PSTU. O movimento não é apartidário”, admitiu, dizendo-se anarquista.