TIROTEIO DE TIRAR O SONO DOS MORADORES DO FONSECA

Oriundos do vizinho Morro Boa Vista, atacaram a comunidade, apoiados por comparsas dos morros do Palácio e Sabão, também dominados pela ADA.

Frequentes confrontos entre facções criminosas rivais estão apavorando moradores do Fonseca, que temem balas perdidas. Domingo foi de medo para várias pessoas

Uma guerra do tráfico pelo controle dos pontos de venda de drogas no Morro Juca Branco, atualmente controlado pela facção criminosa Comando Vermelho (CV), está assustando moradores do Fonseca. Na região, tiroteios têm sido frequentes. Um dos últimos aconteceu no fim de semana, quando traficantes da facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA), oriundos do vizinho Morro Boa Vista, atacaram a comunidade, apoiados por comparsas dos morros do Palácio e Sabão, também dominados pela ADA. A tentativa de invasão ocorreu no  sábado, durante a realização de um Baile Funk no Juca Branco. 
No domingo foi a vez do revide, quando traficantes do Juca Branco tentaram invadir o Boa Vista. Segundo a polícia, nos confrontos dois homens acabaram baleados. Cleyton Silva Torres e Wendell Mendes da Silva foram socorridos e levados para o Hospital Estadual Azevedo Lima (Heal), no Fonseca, onde seguem internados sob observação. 
Clima de medo - Durante as duas noites seguidas de intenso tiroteio, moradores não conseguiram dormir devido ao barulho dos armamentos pesados e das explosões de granadas. 
Uma estudante universitária vizinha das comunidades disse que estava na casa de uma amiga e recebeu uma ligação da mãe pedindo para que ela não voltasse para casa, por conta dos tiros. “Ela me disse que o ‘clima estava tenso’ e que era para ficar em casa, pois estavam dando muitos tiros. Dormi na casa da minha amiga e só voltei de manhã”, desabafou.
Um comerciante da região alegou que os constantes confrontos estão causando prejuízo. 
“De um tempo para cá tenho fechado mais cedo para não ter problemas de assalto ou balas perdidas. Os clientes também parecem saber e a cada dia vão embora mais cedo”, lamentou.
De acordo com o comandante do 12º BPM (Niterói),  tenente-coronel Gilson Chagas, o Serviço de Inteligência (P-2) do batalhão já está investigando o que ocorreu e assim que tiver a identificação de todos os envolvidos de ambas as facções, operações serão desencadeadas para prender os suspeitos. 
“Desde já o policiamento está reforçado e o que peço à população é que liguem para o Serviço Disque-Denúncia (2253-1177) e nos ajudem com informações que apressem a prisão desses criminosos”, declarou.
Quem preferir, também pode ligar para o telefone de denúncias do Batalhão de Niterói (2717-6865). 
“Em ambas as ligações, o anonimato da pessoa que faz a denúncia é garantido”, afirmou o comandante.

Por: Marcelo Almeida O FLUMINENSE