A GUERRA DOS PROFESSORES

A GUERRA DOS PROFESSORES

Cerca de 60 pessoas ligadas ao Sindicato Estadual de Profissionais da Educação (Sepe) ocuparam com faixas e cartazes o sexto andar da Prefeitura de Niterói reivindicando serem atendidos pelo prefeito, Rodrigo Neves.
No final da tarde, Neves aceitou receber oito pessoas do comando para conversar e pediu aos sindicalistas o retorno à mesa de negociação. Por nota, a prefeitura informou que os professores concordaram com a proposta e decidiram voltar a negociar, formando uma comissão.
No início da tarde de ontem, cerca de 200 professores partiram do DCE da Universidade Federal Fluminense (UFF) em direção à prefeitura, onde foram barrados na entrada. Segundo eles, a ida ao local seria para mais uma vez sensibilizar o poder público da necessidade de melhorias para a categoria. Uma professora da rede municipal de ensino teria sido agredida por um guarda municipal no interior da prefeitura, que permaneceu fechada enquanto a categoria esteve presente no local. Segundo alguns funcionários da Educação, a professora identificada como Marta Maia, foi agredida quando tentava entrar na prefeitura junto com o presidente da Fundação Municipal de Educação, Henrique Antunes. Os manifestantes afirmaram que havia marcas da agressão no braço da professora, que deverá prestar queixa na delegacia.
A professora agredida informou que a Prefeitura de Niterói aceitou apenas alavancar melhorias na insalubridade para merendeiras e não para os professores, o que resultaria num enfraquecimento do movimento grevista.
“Eles (Prefeitura) estão fazendo isso para dividir o movimento. Até agora não conseguimos avançar em nada. A última gestão destruiu a rede e estamos lutando para melhorar o que sobrou”, lamentou. As principais reivindicações da categoria são: aumento de salário, redução de carga horária e insalubridade, aplicação de 1/3 de planejamento: 25 horas em sala e 15 horas de planejamento, entre outras.
De acordo com presidente da Fundação Municipal de Educação, o professor Henrique Antunes, desde agosto uma comissão formada por representantes de diversas secretarias municipais e integrantes do Sepe vinha discutindo a pauta de reivindicações da categoria num calendário de reuniões previamente determinado em comum acordo entre os envolvidos no processo. De acordo com a FME, todas as escolas funcionaram normalmente no dia de hoje, mesmo com a greve.