FAMÍLIA BUSCA OSSADA QUE TERIA SUMIDO NO MARUÍ

FAMÍLIA BUSCA OSSADA QUE TERIA SUMIDO NO MARUÍ

Movida pelo sentimento de indignação, a aposentada Santina Batista da Silva, de 66 anos, procurou ajuda das autoridades, na manhã de ontem, e registrou queixa na 78ª DP (Fonseca) para o que classificou como falta de respeito e descaso por parte da administração do Cemitério do Maruí, no Barreto, zona norte de Niterói. No local, segundo ela, ocorreu o extravio dos restos mortais de seu filho, identificado como Carlos Batista da Silva, que estava sepultado num nicho (comprado há cerca de 20 anos) e que seria de toda a família de forma permanente.
De acordo com a aposentada, no último dia 2 (Dia de Finados) Santina foi até o Cemitério do Maruí para visitar o túmulo do filho, no nicho adquirido por ela em 1994 (na época por R$ 86,80). Como não havia comparecido nos dois anos anteriores, Santina foi surpreendida ao chegar no local. “Fiquei surpresa ao ver que a pedra de mármore estava virada para o lado de dentro. Achei mais estranho ainda quando chamamos um funcionário para ver e no local havia um esqueleto de gesso. Meu marido procurou a administração e eles ficaram de resolver o problema na segunda-feira seguinte ao feriado de Finados (dia 4). Também nos pediram sigilo sobre o fato”.
Segundo Santina, no dia estabelecido nem ela nem o marido compareceram ao cemitério, mas no domingo passado foram até lá. “No domingo voltamos lá e tivemos uma surpresa ainda pior. Coloraram outra pedra de mármore, com nome de outra pessoa, no lugar da que seria de meu filho. Gostaria de saber onde os restos dele foram parar. Agora decidi que minha família não vai procurar a administração do Maruí, vamos buscar outros meios, ou seja, as autoridades”, explicou a aposentada que registrou queixa na Delegacia do Fonseca.
A administração do Cemitério do Maruí informou que nos livros de arquivo constam o nicho em nome de Santina Batista da Silva e no local se encontra o corpo de Carlos Batista da Silva, seu filho, assim como na documentação que os familiares possuem. O caso será levado até a direção da unidade, que vai averiguar se houve alguma irregularidade