Tiros levam pânico a rua movimentada do Barreto

Pelo menos 20 pessoas estavam no bar quando assassino efetuou vários disparos contra a vítima, que morreu no local. Foto: Thiago Louza
Jovem é assassinado na porta de bar e corpo passa a manhã inteira no cruzamento entre as ruas Doutor March e Oliveira Botelho. Mais de 20 pessoas estavam no local na hora da ação

Frequentadores de um bar localizado em um dos cruzamentos mais movimentados de Niterói, entre as ruas Doutor March e Oliveira Botelho, no Barreto, Zona Norte de Niterói, viveram momentos de pânico ao presenciarem a execução de um homem na porta do estabelecimento, no final da madrugada de ontem. Bruno Peres Ramos, de 28 anos, foi morto com seis disparos de revólver calibre 38. O corpo ficou na calçada até o final da manhã.
No momento do crime havia cerca de 20 pessoas no estabelecimento. Elas se assustaram com o barulho dos disparos e correram para a parte de trás do bar. De acordo com uma testemunha, a vítima costumava frequentar o comércio.
“Ele sempre vinha aqui, bebia como todo mundo e nunca tive nada de me queixar dele. Não era de muito papo, mas nunca deu problemas”, contou a testemunha, que ao ouvir os tiros se jogou atrás do balcão e só levantou depois que tinha certeza de que o assassino havia ido embora.
Alguns poucos parentes estiveram no local e não quiseram dar declarações, dizendo apenas que a vítima era uma pessoa afastada da família e que morava sozinha, em um dos acessos à comunidade Buraco do Boi, também no Barreto. 
“Eu estava voltando de uma festa quando passei aqui de ônibus e vi o corpo no chão. Reconheci Bruno pelas tatuagens que ele tem na perna e avisei a família”, disse um primo.
O caso está sendo investigado por agentes da 78ª DP (Fonseca), que aguardam depoimentos de amigos e parentes para traçar uma linha de investigação mais definida. 
Populares disseram que Bruno estava desempregado, mas que não sabiam o que ele fazia para sobreviver. Pela forma como foi executado, a polícia investiga se o crime foi cometido por traficantes da região.
Peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) estiveram no local e constaram que o assassino descarregou seis tiros, todos na região da cabeça. Como não foram encontrados estojos no local do crime, acredita-se que eles tenham usado um revólver.

Por: Marcelo Almeida  O FLUMINENSE