Policiamento pode sofrer baixa em Niterói




Por determinação do Chefe de Estado Maior da PM, coronel Paulo Henrique, policiais que atuavam no Regime Adicional de Serviço (RAS) não poderão ser mais escalados por tempo indeterminado.
A medida foi publicada no boletim interno da corporação no último dia 30 de dezembro e passou a valer desde o dia 02 de janeiro. A ordem foi repassada aos comandantes de batalhões de dos Comandos de Policiamento de Área, e poderá impactar diretamente na redução de 120 policiais nas ruas de Niterói. Além disso, a falta de pagamento também é aliada para redução.
A medida aplica-se à escala compulsória e não à facultativa. Para o batalhão de Niterói, antes da publicação do ofício havia 120 vagas, sendo que destas, 60 eram obrigatórias. Com a determinação em prática, todas as vagas passam a ser facultativas. Apesar da restrição, Leandro Santiago de Barros, presidente do Conselho Comunitário de Segurança, acredita que a medida pode surtir efeito positivo para a tropa. Por outro lado, o atraso no pagamento do regime adicional pode levar ao esvasiamento do programa.
“Estamos preocupados com este posicionamento, mas entendemos que escalar de forma obrigatória os policiais é desestimular os agentes. É possível que tenhamos uma queda neste momento e o efetivo fique deficiente em dias especiais, tais como o fim de semana ou feriados. Vale lembrar aos governantes que o atraso no pagamento pode ser fator crucial para o abandono dos policiais ao programa. Corremos um sério risco!”, declarou Leandro.
Atraso no pagamento causa mal-estar na elite da PM
A escala compulsória não era vista com bons olhos pelos militares. Além disso, o atraso nos pagamentos sempre foi alvo de reclamação dos PMs, um deles relatou que há três meses não recebe os valores correspondentes ao serviço prestado.
“Todos queremos que o comando cancele, que pare de nos escalar sem voluntariado. Mas pior do que isso é não pagar o RAS desde outubro! Nossas contas venceram, isso é muita humilhação”, declarou um policial do Batalhão de Choque que preferiu o anonimato para evitar represálias.
PM afirma que serviço não será suspenso
A Polícia Militar informou através de nota que não houve suspensão de atividades de policiais do Regime Adicional de Serviços (RAS). Segundo o texto, este programa continua em vigor com um cadastro próprio, remunerando os policiais por atividade em horário de folga, o que foi suspenso é a convocação de policiais para serviços extras, que foi necessário em dezembro.
Sobre os pagamentos atrasados a PM informou que repassou a demanda para o CPROEIS, mas até o fechamento desta edição não informou qual é o motivo do atraso.


Por  RUY MACHADO    A TRIBUNARJ