A LUTA CONTINUA



Cerca de 150 pessoas se concentraram no fim da tarde de ontem, em frente à estação das Barcas na Praça Arariboia, para protestar contra o aumento da tarifa nos transportes públicos. Dali, os manifestantes saíram em caminhada pela Rua da Conceição até a sede da Prefeitura de Niterói, na Rua Visconde de Sepetiba, onde em ato simbólico queimaram uma catraca contra o aumento para R$ 3 nas passagens de ônibus e R$ 4,80 das Barcas. O ato que foi acompanhado pela Polícia Militar transcorreu pacificamente, mesmo assim alguns estabelecimentos comérciais preferiram fechar as portas.
O professor e militante do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), Josemar Carvalho, afirmou que a luta contra o aumento nas tarifas de transportes públicas está unificada. “O objetivo é o mesmo: a redução das tarifas”, contou.
Por volta das 18h30, o grupo deixou a concentração e caminhou pela Rua da Conceição até a sede da prefeitura. Durante o percurso os manifestantes cantaram frases contra o aumento, entre elas: “Se a tarifa não baixar Niterói vai parar”.
Estão previstas novas manifestações. Amanhã, será a vez da população de São Gonçalo. O ato terá concentração na Praça Zé Garoto, no Centro, às 17h. Logo em seguida, os manifestantes pretendem caminhar até a sede da prefeitura. 
Em Niterói, um novo ato deverá ocorrer na próxima semana. O Fórum de Lutas de Niterói, responsável por organizar os manifestos, fará plenária na segunda-feira para definir os detalhes.

Aumento após oito 
meses das manifestações
Oito meses após as manifestações populares de junho do ano passado, que ocorreram também devido ao aumento do valor da tarifa das barcas de R$ 4,50 para R$ 4,80 (para quem não tem Bilhete Único), a Agência Reguladora dos Serviços Públicos Concedidos de Transportes (Agetransp) permitiu na última segunda-feira um novo reajuste no transporte aquaviário do Rio, calculado em 5,72%, o equivalente à variação do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor, que calcula a inflação) entre fevereiro de 2013 e fevereiro deste ano (projetado).  
De acordo com a Agetransp, o reajuste foi justificado pelas regras contidas no contrato de concessão. A permissão para o aumento veio pouco mais de duas semanas após o governo estadual afirmar que iria manter os valores atuais das tarifas de trens (R$ 2,90), barcas (R$ 3,10, no Bilhete Único) e metrô (R$ 3,20). Procurada pela reportagem, a concessionária CCR Barcas preferiu não se pronunciar.


Por Ruy Machado A Tribuna