Muro de escola no Fonseca desaba e deixa pais e alunos preocupados

Estudantes temem que a outra parte da construção também caia. Foto: Marcelo Feitosa

De acordo com pais de alunos, há mais de seis meses a estrutura do paredão de 3,5 metros estava comprometida em função de uma amendoeira que cresceu sem qualquer cuidado

Por volta das 5h30 de ontem, cerca de 15 metros do muro do Colégio Estadual José Bonifácio, no Fonseca, desabou. Neste horário ainda não havia concentração de estudantes na porta da escola e ninguém ficou ferido. De acordo com alguns pais de alunos que passavam no local, há mais de seis meses que a estrutura do paredão de 3,5 metros de altura estava comprometida em função de uma amendoeira que cresceu sem qualquer poda ou cuidados com o seu desenvolvimento.
Por conta da não remoção dos entulhos da área até às 16h de ontem, alunos, funcionários da escola e pedestres que passavam pelo local se arriscavam pela Rua Dr. Carlos Maximiano. Além disso, a área que corresponde ao desabamento não havia sido isolada. Estudantes que deixavam a escola temiam que a outra parte do muro comprometida também viesse a desabar. 
“Estou aqui nesta escola desde o início do ano e pelo que sei a parede estava ruim há um bom tempo. Mas é sempre assim. Tem que acontecer o pior para que algo seja feito”, disse uma estudante que não quis se identificar. 

Ações – A Defesa Civil de Niterói informou que enviou uma equipe ao local para avaliar a situação e tomar as medidas necessárias para deixar o lugar seguro, além de fazer recomendações ao diretor da escola. 
Já a Secretaria Estadual de Educação (Seeduc) informou que uma equipe da Empresa de Obras Públicas do Estado do Rio de Janeiro (Emop) já estava a caminho do Colégio Estadual José Bonifácio para fazer uma avaliação da queda parcial do muro do estacionamento da unidade escolar. A Secretaria reforçou ainda, que após a vistoria, serão tomadas as medidas cabíveis para solucionar a questão. “Para minimizar imediatamente os transtornos e garantir a segurança de alunos e comunidade em geral, um vigia, um porteiro e funcionários do colégio estão com a atenção redobrada para evitar a entrada de estranhos na instituição, que atualmente conta com cerca de 650 alunos”, informou a nota. 

Por: Chailon Conceição     O Fluminense