Reciclagem na obra da Avenida do Contorno, em Niterói

Após implosões, rochas retiradas na obra passam por uma esteira e saem em formato de pó de pedra. Foto: André Redlich

Obra de alargamento das pistas, realizada pela concessionária Autopista Fluminense, reutiliza cerca de 80 mil toneladas de detritos das rochas retiradas do próprio trecho.

As obras para alargamento da Avenida do Contorno, realizadas pela Auto Pista Fluminense, concessionária que administra a via de Niterói e Campos, na divisa com o Espírito Santo, estão reutilizando resíduos de rochas retirados do próprio trecho. O material é composto por cerca de 80 mil toneladas de detritos, o que é suficiente para encher mais de dez mil caminhões de médio porte, que seriam utilizados caso esse material fosse retirado de outro local.
“A facilidade de retirar o material do próprio trecho interferiu diretamente na questão ambiental. Não foi preciso isolar a área, fazer implosões e deixamos de emitir gás carbono no trânsito”, explica o coordenador de Meio Ambiente da Auto Pista Fluminense, Marcelo Guerreiro.
Uma máquina, localizada próximo ao viaduto do Barreto, na Zona Norte, realiza o trabalho, que consiste na colocação de pedras brutas no interior da caçamba para em seguida serem perfuradas e injetadas massas que provocam pequenas implosões. Em seguida passa por uma esteira até sair em forma de pó de pedra.
Segundo a Auto Pista Fluminense, a ação segue os padrões de sustentabilidade exigidos e o processo para a destruição das rochas foi o “desmonte a frio”, que agride menos o meio ambiente. O processo reduziria a necessidade de interdições para grandes demolições, causando impactos nas áreas.
“Ao invés de utilizarmos material de uma pedreira, que geraria grandes impactos, reaproveitamos o material de desmonte de rocha, opção que permite uma atividade sustentável e menos impactante”, explica o diretor-superintendente da concessionária, Odílio Ferreira.
Material Final – O material final do processo dá a condição de ser utilizado como base abaixo do asfalto, aumentando a resistência do pavimento, e é usado também nas estruturas de concreto dos viadutos sobre a estação férrea Leopoldina Railway, no pátio do estaleiro UTC, ampliação da ponte do Rio Maruí, além de barreiras de concreto que irão compor o trecho.

Por: Cícero Borges    O Fluminense