Em Niterói, preços dos alimentos custando os "olhos da cara" !!!

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Iniciado há uma semana, o bloqueio de estradas e rodovias por caminhoneiros tem prejudicado o transporte de mercadorias em diversos estados do Brasil, entre eles o Rio de Janeiro.
A Central de Abastecimento Estadual (Ceasa) também foi atingida. Com isso, algumas lojas relataram que deixaram de receber mercadorias durante o dia de ontem. A dificuldade de encontrar alguns produtos já elevou o preço para os comerciantes em até 62%. Mesmo que a situação se normalize, os novos preços foram repassados à população, que pode encontrar alta de mais de 30% nas prateleiras de supermercados e feiras livres. Os manifestantes protestam contra o aumento no preço do litro do óleo diesel e o tabelamento dos fretes.
Segundo o presidente da Associação Comercial dos Produtores e Usuários da Ceasa (Acegri), Waldir de Lemos, a situação já é preocupante.
“A cenoura e a batata inglesa são os produtos que estão com maior falta. Isso acontece porque não são produzidas aqui e nosso maior fornecedor é Minas Gerais, que faz as entregas sempre de caminhão. Porém eles não estão mandando, com medo de o caminhão ficar preso na estrada. No caso da cenoura, se vier e ficar um dia no sol na estrada ela chega melada, o comerciante joga fora e não vai querer pagar por ela”, explicou Waldir.
O gerente do Hortifruti Engenhoca, na Zona Norte de Niterói, Alex Sodré, de 36 anos, já passou por dificuldades para comprar as mercadorias na manhã de ontem.
“Quase não tinha cenoura e batata para comprar. Isso tem feito o preço subir. Antes a caixa de 18 quilos era vendida à R$ 55. Hoje encontrei a R$ 85. É um aumento de 54%”, reclamou ele.
Já Gustavo Gomes, responsável pela rede Horti Fruti Alameda, no Fonseca, não conseguiu encontrar além da cenoura e batata, o chuchu. 
“Nossa sorte é que por sermos uma rede compramos muita coisa e estocamos. Hoje temos mercadorias estocadas para mais duas semanas. Por isso ainda não repassamos o aumento dos preços. Mas quando começarmos a ter que renovar o estoque, talvez isso aconteça.
Em um sacolão localizado na Rua Marquês de Caxias, no Centro de Niterói, o preço da batata já estava mais salgado. Segundo o administrador, Cláudio Menezes, o quilo que antes custava R$ 2,99 teve que ser reajustado em 30% para compensar as perdas.
O saco da batata inglesa, que também está com a distribuição comprometida, teve a maior alta por enquanto. Foram 62,5%, passando de R$ 80 para R$ 130, segundo a Acegri. 
“Aconselho as donas de casa que só comprem as batatas e cenouras com o preço ajustado se for realmente necessário. Pois assim que as estradas forem liberadas, não demora mais que um dia para os preços normalizarem. Já quem tiver com geladeira vazia de frutas, recomendo que aproveite para comprar. Elas (empresas) têm em estoque na Ceasa. Mas se não liberarem as estradas em breve, pode ser que também tenham alta”, finalizou Waldir.

Supermercados
De acordo com o presidente da Associação de Supermercados do Rio de Janeiro (Asserrj), Aylton Fornari, os supermercados se mantêm sem enfrentar alterações. No entanto, para ele, caso a greve dos caminhoneiros permaneça, pode faltar carnes, laticínios e hortifrutigranjeiros.
“Devido aos produtos estocados, os grandes supermercados conseguem se manter. Mas se os protestos acontecerem por mais dois ou três dias, receio que teremos problemas”, alertou Aylton.

Desabastecimento 
de combustíveis
Com as rodovias bloqueadas surge a preocupação com a chegada de combustíveis em Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá. Porém, de acordo com Ricardo Lisbôa Vianna, presidente do Sindicato Estadual dos Postos de Combustíveis (Sindestado-RJ), a situação ainda não desperta preocupação. 
“Até o momento não chegou ao nosso conhecimento nenhuma situação de bloqueio de estradas por caminhoneiros em território fluminense. Mas se vierem a ocorrer tais situações, inevitavelmente o abastecimento se verá prejudicado nos postos, pois eles dependem de reabastecimentos feitos de duas a três vezes por semana, em média, e sempre através de transporte rodoviário”, comentou Ricardo.

Dilma: “Óleo diesel 
não irá baixar”
“O governo não tem como baixar o preço do diesel”. Essas foram as palavras da presidente Dilma Roussef na manhã de ontem durante entrevista na Bahia. Dilma defendeu a política de preços do governo para os combustíveis, que não é diretamente vinculado à cotação internacional do petróleo, e acrescentou que a estratégia será mantida.
“Passamos 2013 e 2014 sob um conjunto de críticas dizendo que governo e a Petrobras tinham que elevar preço dos combustíveis. Não elevamos, passamos todo o período de US$ 100 a US$ 120 o barril sem mexer significativamente nos preços. E agora também não mexemos, o que fizemos foi recompor a Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) e não elevamos uma vírgula o preço nem abaixamos. A política sempre é melhor quando ela é estável, o que não é possível é submeter o país à política dos preços do petróleo”, argumentou.

Por Guilherme Peixe   atribunaRj