Viradouro leva estandarte de ouro na ala das baianas

A Viradouro faturou o Estandarte de Ouro com a ala das baianas!
Parabéns as baianas da Unidos do Viradouro pelo prêmio e trabalho realizado com muito amor e carinho pela escola!

A Viradouro abriu o carnaval do Grupo Especial do Rio neste domingo (15) cantando "ôôôô, ôôôô, ôôôô, Brasil", de 21h53 às 23h12, quatro minutos abaixo do limite. Juliana Paes, principal musa da escola, veio logo na comissão de frente.
A escola sofreu um pouco com a chuva, principalmente nas penas de algumas fantasias. Foi prejudicada também com falhas no som, duas já nos 10 minutos iniciais. O último carro mostrou anjos negros: um deles com braço danificado.
Outros famosos que participaram foram o tenista espanhol Rafael Nadal e o ex-tenista Gustavo Kuerten, com capas de chuva e camisas da Viradouro.
A agremiação, que no ano passado disputou a Série A, apresentou ainda a rainha de bateria Raíssa Machado (dois meses após ter dado à luz) e Carol Nakamura, ex-ajudante de palco do Faustão.
Com 30 alas e sete carros, a escola desfilou com o samba-enredo "Nas veias do Brasil, é a Viradouro em um dia de graça", sobre a importância da raça negra na formação do povo brasileiro.
Uma curiosidade é que o samba uniu duas composições de Luiz Carlos da Vila, morto em 2008. Entre os 3500 componentes, crianças desfilaram na ala da energia renovadora, sobre as divindades infantis.
A escola vermelha e branca se distribuiu pela avenida com alas sobre girafas e carro abre-alas com animais selvagens africanos, com destaque para leões, além de máscaras de rituais. Ao todo o carro ostentou 72 esculturas.
A comissão de frente mostrou o "redescobrimento do Brasil", com navios negreiros no lugar das caravelas. O maracatu foi lembrado, assim como as congadas, que uniram elementos católicos e africanos.
O berimbau ressoou em uma homenagem à capoeira. Outra ala foi um tributo ao primeiro samba gravado no Brasil, "Pelo Telefone", de Donga. Cartola, sambista da Mangueira, foi representado em uma das alas, com rosas (que não falavam) e as cores verde e rosa, claro. O quinto carro simbolizou o samba e pagode do morro carioca.