O Carnaval niteroiense sofreu mais um baque ontem.

CARNAVAL DE NITERÓI EM ALERTAO Carnaval niteroiense sofreu mais um 
baque ontem. A folia em 2016 pode estar 
ameaçada. Ontem os dirigentes das escolas 
de samba da cidade se viram despejados 
do 4º GCam, batalhão desativado no Barreto 
que há anos era usado como barracão.


Os materiais utilizados este ano foram encontrados destruídos na área 
externa do ex-batalhão.
O presidente da União das Escolas de Samba e Blocos Carnavalescos de Niterói, 
André Nogueira, acredita que será complicado realizar o desfile de Carnaval de 
2016 na Rua da Conceição, no Centro, pelo tamanho do estrago. Ele estima 
prejuízo de R$ 1 milhão. Hoje eles voltam ao batalhão para ver o que conseguem 
salvar.

Ainda não se sabe quem são os responsáveis pela destruição dos carros alegóricos, 
estátuas e alegorias. Algumas agremiações registrarão ocorrência policial em 
delegacias para que o que eles chamam de crime, seja investigado. Algumas 
culpam a Prefeitura de Niterói pela ação.
“Fomos informados que essa operação aconteceu no feriado. Hoje (ontem) 
chegamos aqui e vimos essa realidade. Aqui está o Carnaval de 2016. Tem 
material reutilizado e que seria utilizado no ano que vem. São materiais 
reciclados. Tinha um total de 27 agremiações e não restou nada”, disse André.
Ele comentou ainda que as pessoas que retiraram os materiais do galpão 
estavam descaracterizadas e que os seguranças do 4º GCam não conseguiram 
identificá-las. No entanto, ele recebeu a informação que funcionários da prefeitura 
foram os responsáveis pela retirada das alegorias.
“Pedimos para fechar o portão porque tava tendo avarias e quando uma pessoa 
que faz a segurança aqui chegou me avisou que não tinha nada. Me avisou que 
estava tudo lá fora e destruído. Tínhamos o Carnaval montado aqui dentro”, 
lamentou.
Jhonatan Anjos, presidente da atual campeã do Carnaval, a Sabiá, comentou 
com tristeza que será muito difícil desfilar em 2016. Ele comentou que todo o 
material foi perdido e que com a subvenção de R$ 91 mil será praticamente 
impossível comprar e montar novas alegorias.
“Quando cheguei aqui não aguentei, nosso trabalho resumiu-se a lixo. Não tem 
como recuperar. Gasta-se muito mais recuperando. Não foi boicote. 
Simplesmente tentaram desocupar o espaço”, disse.
À tarde, representantes das escolas de samba da cidade estiveram na sede da 
Prefeitura e se reuniram com subsecretário de Governo, Anderson de Farias, 
mas uma definição só deverá acontecer no fim desta semana.

Por Aline Balbino     AtribunaRj