Santo guerreiro, Niterói e sua devoção a São Jorge

GUERREIROS DE JORGE



O vai e vem de fieis começou ainda de madrugada na pequena Igreja de São Jorge, no Centro de Niterói.

Durante todo o dia foram celebradas missas campais, que reuniram, em média, 500 pessoas. Considerado padroeiro do Exército Brasileiro e dos militares, a devoção a São Jorge tem aumentado significativamente nos últimos anos e arrastado milhares de fiéis.
A primeira missa foi às 6h30min e foi presidida pelo padre Wallace Dahan. Anteriormente, às 6 horas, ocorreu a alvorada com uma grande queima de fogos que durou aproximadamente 15 minutos. Às 8 horas uma nova missa foi realizada, e quem a conduziu foi o vigário auxiliar da Catedral de Niterói, padre Juvaldes de Aquino Fernandes.
“As pessoas têm tido cada vez mais sede de Deus e nós oferecemos isso a elas. Esse é nosso trabalho. Mostrar a todos que Deus se faz presente para que o busca”, falou o padre que completou explicando o aumento da devoção a São Jorge em Niterói. “Ele defendeu o martírio lutando contra o mal e a injustiça. E o mais importante, morreu por Jesus. Esse é o fato que mais encanto na história de São Jorge”, finaliza.
De acordo com a Igreja Católica, São Jorge foi um soldado do exército do imperador romano Diocleciano, um dos maiores perseguidores dos cristãos. Porém, a sua fé fez com que ele se rebelasse contra essa perseguição e passou a ser ele próprio também um dos perseguidos do Império Romano, até morrer decapitado por não negar a Deus, no ano de 303. Desde então o santo está presente na fé de muitos fiéis católicos ao redor do mundo. “Eu era ateia e não cria em nada. Até que sofri um grave acidente de carro e rezei a São Jorge, por influência da minha mãe, para que me salvasse e restaurasse minha vida. Tive uma ótima recuperação e foi impossível não crer mais. Hoje sou devota há mais de 10 anos. Jamais largarei dele”, disse a professora de história, Adriana Muniz, de 45 anos.
O professor de artes Estéfano Fernandes, 21 anos, também tem um testemunho de salvação e livramento com o santo. Segundo ele, São Jorge impediu que perdesse a vida durante um assalto.
“Foi um momento difícil e de muito nervosismo. Mas rezei muito e São Jorge me concedeu o livramento. Ele é maravilhoso e por isso minha devoção”, disse Estéfano.
Outras missas foram realizadas às 10h30min, 12 horas, 14 e 16 horas, as duas últimas presidias por dom José Alano e pelo padre Wallace Dahan.
Precisamente às 18 horas teve início a procissão em homenagem ao santo protetor, reunindo um número de aproximadamente 5 mil pessoas, que percorreram diversas ruas do Centro da cidade manifestando a crença em São Jorge através de cantos e orações. O cortejo deixou a Rua São João, passando pela Avenida Marechal Deodoro, ruas Barão do Amazonas, da Conceição, Visconde de Sepetiba e Alcides Figueiredo, retornando para a igreja sede após paradas com queimas de fogos em frente a Catedral de São João Batista e a Igreja de Nossa Senhora da Conceição.
O bancário Maycon Pereira, de 27 anos, justificou o ato pela fé depositada no santo. “Quando adotei o catolicismo como religião logo me identifiquei com Seu Jorge, foi algo natural. E este ano fiz questão de vir aqui pelas conquistas que obtive no ano passado, tanto no campo pessoal quanto no profissional. Foi um ano de crescimento”, disse o jovem.

BATALHÃO
Padroeiro da Polícia Militar, as celebrações não podiam faltar no 12º BPM (Niterói). Idealizador e maior incentivador da construção da capela quando comandava unidade de polícia, o coronel Marcus Jardim, hoje secretário de Ordem Pública de Niterói, não escondeu a felicidade e euforia em celebrar pelo nono ano consecutivo a data na capela do batalhão. Uma missa campal foi celebrada no campo do quartel.
“É um prazer enorme fazer essa festa seguida de uma missa campal. São Jorge significa muito para nós policiais militares que vivemos em situações adversas. A PM e todo o município de Niterói tem essa grande identificação com ele”, falou o secretário.
A missa contou ainda com a presença do prefeito Rodrigo Neves, do comandante do 12º BPM coronel Gílson Chagas, do deputado estadual Waldeck Carneiro, da secretária de Conservação e Serviços Públicos, Dayse Monassa, entre outros. Após a missa uma procissão saiu do quartel e seguiu pela Avenida Jansen de Mello, e ruas Professor Heitor Carrilho, Manoel Pacheco de Carvalho e Presidente Castelo Branco, quando retornaram ao 12º BPM.


Por Guilherme Peixe      AtribunaRJ

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Acidente no Fonseca causa transtorno

Um engavetamento envolvendo quatro carros de passeio deixou uma pessoa ferida na pista sentido Centro da Alameda São Boaventura, no Fonseca, Zona Norte de Niterói. Segundo populares, após o fechamento de um dos sinais de trânsito da via, um automóvel que seguia em uma velocidade normal não conseguiu frear e acabou atingindo os outros três.
De acordo com a Niterói Transportes e Trânsito (NitTrans), o acidente ocorreu por volta das 10 horas, na altura da Rua Professor João Brasil. Os carros envolvidos foram um Fiat Palio Weekend cinza, um Fiat Palio azul, um BMW X1 branco e um Chevrolet Cobalt prata.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, que chegou rapidamente ao local, Jéferson Mota, de 19 anos, ocupava o Palio e sofreu ferimentos moderados, precisando ser levado para o Hospital Estadual Azevedo Lima (Heal), também no Fonseca.
A NitTrans deslocou agentes para orientarem o trânsito no trecho. Apesar disso, a movimentação não foi afetada, devido ao baixo fluxo de veículos por conta do feriado. A via foi liberada cerca de 15 minutos depois do acidente.