Não queremos BRT, queremos a Linha 3 !

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Foto: Divulgação


Parece mesmo que o Governo do Estado resolveu colocar uma pá de cal em cima da Linha 3.
Levantamento que está sendo elaborado pela Secretaria estadual de Transportes deixa claro a opção pelo BRT como modal para ligar Niterói a São Gonçalo, por ser mais barato: teria um custo de R$ 1,7 bilhão, ante os quase R$ 4 bilhões do monotrilho.
O estudo está sendo desenvolvido por técnicos da Setrans e considera a situação econômica do país, o Plano Diretor de Transportes Urbanos (PDTU) e a necessidade de implantação de um modal de alta capacidade para o Leste Metropolitano, a única região do Grande Rio que não dispõe dese tipo de transporte. Originalmente, o projeto para o Leste Metropolitano, em parceria com o Governo Federal, era a implantação da Linha 3 ligando o Centro de Niterói a São Gonçalo, por meio de sistema de monotrilho num traçado de 22 quilômetro. O traçado seguiria o leito na antiga ligação ferroviária que, até o início dos anos 2000, fazia a ligação de Niterói a Itaboraí.
Para o financiamento deste projeto o Governo do Estado havia acordado com o Governo Federal a disponibilização de recursos do orçamento da União somados à tomada de empréstimo, por parte do Governo do Estado, junto à instituições financeiras controladas pela União (BNDES, Banco do Brasil ou Caixa Econômica Federal). O orçamento previsto para a implantação do sistema de monotrilho é de R$ 3,9 bilhões e a estimativa do estudo de viabilidade desse sistema aponta um carregamento de 229 mil pessoas por dia. Além da Linha 3 em sistema monotrilho, o estudo em desenvolvimento pela Setrans inclui a análise de um sistema de BRT no Leste Metropolitano no traçado da Linha 3 integrado a um segundo corredor, que faria a ligação de Niterói a Itaboraí pela RJ-104 (Rodovia Amaral Peixoto).
Os dois corredores começariam no centro de Niterói, integrando com o sistema de barcas, se cruzariam em Alcântara e seguiriam pela RJ 104 até Itaboraí, na região de Manilha. Com isso, além da inclusão de Itaboraí no sistema, também está prevista a inclusão do município de Maricá, por meio da RJ 106, com um terminal de integração em Tribobó. Este sistema, com 46 Km e 65 estações, tem custo de implementação de R$ 1,7 bilhão e atende aos moradores dos municípios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá. O sistema de BRT permitiria ainda a integração com outros corredores BRTs municipais que estão sendo planejados pelas prefeituras de Niterói e São Gonçalo.
Os estudos estão em andamento e a decisão final será tomada em conjunto com o Governo Federal, que é parceiro no financiamento do projeto de implantação do modal de alta capacidade no Leste Metropolitano.
Para o governador Luiz Fernando Pezão, o BRT vai gerar empregos, além de ser uma obra mais rápida e mais econômica. Pezão afirmou estar muito preocupado nesse momento com o desaquecimento da economia, com possível reflexo na empregabilidade. Com o término das obras da Linha 4 do metrô, em 2016, o objetivo do governo é empregar milhares de trabalhadores em novas obras, mantendo a atividade econômica no estado.


Por AtribunaRj