Protesto no Barreto

PROTESTO NO BARRETO
Marcello Almo

Funcionários do Instituto Estadual de Doenças do Tórax Ary Parreiras (Ietap), no Barreto, na Zona Norte de Niterói, realizaram uma manifestação na frente da unidade na manhã de ontem.

Segundo eles, o movimento seria para impedir uma possível privatização do hospital. Fato esse desmentido pela Secretaria de Estado de Saúde, que informou que o objetivo, mesmo que com mudanças, é que o local continue sendo administrado pelo Estado.
Cerca de 40 pessoas se reuniram na Rua Luís Palmier, no portão principal do Ietap, e realizaram passeata pelas ruas Guimarães Júnior, General Castrioto e Galvão, até retornarem à unidade. Apesar do movimento os trabalhadores não começarem uma greve e o instituto segue funcionando normalmente.
“Nossa reivindicação é porque eles querem passar a administração do hospital para uma instituição particular. Se isso acontecer, não temos futuro aqui. Eu tenho 23 anos de casa. Eles nos dão a opção de aderirmos ou não a troca da administração. Porém, se isso ocorrer, teremos que abrir mão da nossa vaga de estatutários”, explicou o enfermeiro Roberto Abreu, de 52 anos. O diretor do Sindicato dos Trabalhadores Federais em Saúde e Previdência (Sindsprev), Jorge Filho, também esteve na ação e se posicionou contra o Estado. “Estamos sendo praticamente expulsos do hospital. Somos estatutários e querem nos transferir para CLT, com a privatização”, disse ele.
O vereador Paulo Eduardo Gomes (PSol) esteve na manifestação e acompanhou os funcionários durante todo o ato. “Sempre apoiei e vou apoiar os trabalhadores. Esse hospital é uma referência antiga nas cirurgias de tórax e não pode deixar de ser pública”, declarou Paulo Eduardo.
De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES) a proposta é que a unidade passe a ser gerida pela Fundação Saúde, que é um órgão da administração pública indireta, vinculado à SES. A direção do Ietap informou que foram feitas reuniões com representantes da Fundação Saúde, da SES para esclarecer os funcionários sobre as mudanças. Os servidores terão a opção de aderir à Fundação Saúde e permanecer no instituto ou serem transferidos para outras unidades. Para aqueles que fizerem a opção de aderir à Fundação Saúde, a carga horária de cada categoria será avaliada, podendo ocorrer, inclusive, aumento de salário. Ainda de acordo com a secretaria, não haverá mudança do vínculo estatutário para CLT.


Por Guilherme Peixe    AtribunaRj