PRF aperta o cerco na ponte e Niterói - Manilha

PRF APERTA O CERCO NA PONTE E NITERÓI-MANILHA
Foto: Marcello Almo


A Polícia Rodoviária Federal (PRF) está executando desde o início de maio a Operação Cinturão, que tem como objetivo combater a criminalidade na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Para realização do trabalho a corporação recebeu um reforço de 80 homens, que permanecerão após o fim da operação, e irão atuar nas estradas federais de todo o estado, além da atuação de um helicóptero. 

Desde a implantação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) em comunidades do Rio, em 2008, muito se fala da migração de traficantes da capital para a Região Metropolitana. Mesmo sem confirmar a vinda de criminosos para esse lado da Ponte, a PRF afirma que houve aumento no número de ocorrências nos municípios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí, na Rodovia Niterói-Manilha e Ponte Rio-Niterói.
“Os delitos aumentaram consideravelmente, principalmente na Niterói-Manilha. Então precisamos aumentar o policiamento. Existe uma estrada que liga a Baía de Guanabara às obras do Comperj, em Itaboraí, que tem sido muito usada por traficantes, principalmente à noite, por conta do baixo movimento. Temos intensificado o policiamento nesse ponto e outros considerados críticos, como o Trevo de Guaxindiba”, falou o inspetor José Hélio, integrante do Núcleo de Comunicação da PRF.
Até a última quarta-feira, 30.834 pessoas haviam sido fiscalizadas pelo Operação Cinturão e 120 detidas. Apesar de não ser o maior objetivo da ação, a fiscalização de documentos também ocorre (172 entre CRLV e CNH), além da realização de 6.461 exames de etilômetro, o bafômetro, e 30 autuações. Somente na área da 2ª Delegacia de Polícia Rodoviária Federal (DPRF), localizada na Ponte Rio-Niterói, responsável por toda a Região Metropolitana, 3481 pessoas foram fiscalizadas e houve oito detidos.
Apesar de não possuir uma aeronave fixa no Estado do Rio, a operação conta com o apoio do helicóptero modelo EC120, conhecido como Colibri. Com capacidade para cinco ocupantes o veículo tem auxiliado diversas operações na Região Metropolitana realizando o monitoramento de trânsito, vigilância e escolta aérea.
“Existe um processo de implantação de um heliponto e hangar aqui no Rio, mas ainda não se tornou realidade. Temos utilizado o espaço da Polícia Federal (PF) no Aeroporto de Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio”, explica o comandante Andrade. Quando necessário a corporação pede ainda o auxílio de um outro helicóptero, modelo BEL407, que desempenha as ações de resgate aeromédico.
Ao todo, o efetivo da PRF do Rio de Janeiro é composto por 750 homens que, com o reforço de mais 80 agentes, passa para 830 policiais. A Operação Cinturão permanece até meados do próximo mês de junho.
“Antes a PRF era vista como polícia administrativa ou até de trânsito. No entanto, nos últimos anos temos mudado nossa postura e nos tornamos muito mais operacionais, inclusive com o Núcleo de Operações Especiais (NOE) e temos atuado constantemente nas ações de combate à criminalidade. Sabemos que existe uma defasagem no nosso efetivo, mas com esse reforço nosso trabalho terá grandes respostas”, explica o inspetor José Hélio.


Por Guilherme Peixe    AtribunaRj