Justiça bloqueia R$ 15 Milhões para pagamento de demitidos do Mauá

JUSTIÇA BLOQUEIA R$ 15 MILHÕES PARA PAGAMENTO DE DEMITIDOS DO MAUÁ
Foto: Marcello Almo
O impasse entre os metalúrgicos do Estaleiro Mauá e a empresa pode ainda estar longe de uma definição. Sindicato e empresários tentam uma alternativa para manter o estaleiro funcionando e evitar que dois mil trabalhadores, até então parados em suas casas, sejam demitidos.


“Temos que garantir que a empresa abra para que possamos negociar. Temos que colocar os trabalhadores para trabalhar”, explicou o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Niterói, Edson Carlos Rocha. 
Os trabalhadores temem uma nova demissão em massa e já sinalizaram negativamente à proposta feita pelo patronal de que os funcionários trabalhem apenas 15 dias no mês. 
Segundo Rocha, a categoria não aprovou a proposta, já que receberia metade do pagamento. Uma ação na 3ª Vara Trabalhista de Niterói já foi movida. Segundo Edson, apenas o Estaleiro Mauá está demitindo em massa. Os outros estaleiros demitem em alguns momentos devido ao fim de obras. 
“Eles estão alegando que estão com problemas financeiros e por isso estão demitindo. Mas, querem que os trabalhadores trabalhem 15 dias e fiquem 15 dias em casa. Essa é uma proposta para trabalhar precariamente e os trabalhadores não aprovaram”, disse.
O sindicato convocou os metalúrgicos para, hoje, comparecer aos postos de trabalho e, no interior da empresa, realizar assembleia. Ontem também teria vencido prazo para pagamento de salário atrasado. 

Demitidos
Sobre os 1 mil operários demitidos pelo estaleiro, Rocha revelou que a Justiça determinou que R$ 15 milhões em contratos com a Transpetro sejam bloqueados para pagamento das rescisões dos trabalhadores. Isso equivaleria a 3% dos valores faturados em contratos entre a Transpetro e o Estaleiro Mauá. Na última sexta-feira, os trabalhadores fizeram uma passeata em direção à sede da Transpetro, no Centro do Rio, para protestar contras as demissões e também o fechamento do estaleiro. Na quinta-feira, a empresa comunicou os trabalhadores, no fim do expediente, sobre a paralisação das atividades por tempo indeterminado, alegando problemas financeiros.


Por Aline Balbino     AtribunaRj