Dragagem mais próxima no canal de São Lourenço

DRAGAGEM MAIS PRÓXIMA
Foto arquivo A TribunaRj


Durante debate sobre a crise no setor naval de Niterói, realizado na Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) da cidade, na manhã desta sexta-feira,
o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) informou que um grupo de trabalho foi criado para agilizar o processo de licenciamento das obras de dragagem do canal de São Lourenço. A intervenção é a principal demanda dos estaleiros da cidade, que passam por grave crise financeira e alegam que a baixa profundidade é um dos principais motivos da perda de projetos para as outras regiões do país.
O superintendente do Inea, Paulo Cunha, explicou os próximos passos e garantiu que essa é uma prioridade do órgão. “Nos últimos quinze dias, já foram realizadas duas inspeções no local, que resultarão na publicação da instrução normativa, documento necessário para a realização da licitação dos estudos ambientais. Assim que for publicada, poderá ser realizada a licitação para a realização dos estudos - EIA e Rima - que são exigidos antes do início da obra. Depois que os estudos estiverem prontos, o Inea tem um prazo mínimo de 15 dias para analisá-los. Nós nos comprometemos a entregar esse parecer no menor tempo possível”, afirmou.

As informações animaram os representantes dos estaleiros, que durante a reunião apresentaram números bem negativos do setor. “Nós vimos uma luz no fim do túnel, porque durante muito tempo não tivemos resposta alguma. O que aconteceu nos últimos quinze dias já é muito mais do que aconteceu em anos. Esperamos que o Inea dê continuidade ao trabalho com prioridade”, disse Maurício Almeida, vice-presidente da Associação Conselho Naval-Offshore e Serviços de Niterói (Asscenon) e representante do estaleiro Mac Laren.
Dados negativos
Maurício Almeida apresentou aos presentes os números negativos registrados pelo setor naval de Niterói. Segundo ele, se os estaleiros que compõem a associação estivessem atuando em máxima capacidade, teriam 25 mil postos de trabalho. No entanto, somam apenas 5 mil trabalhadores atualmente e o número pode cair. A ameaça é de que cheguem a apenas 2 mil vagas, principalmente pela possibilidade de fechamento de outros estaleiros.
Paulo Roberto, representante do estaleiro Mauá - que encerrou as atividades recentemente- relatou que o baixo calado do canal fez com que o estaleiro tivesse que recusar 17 obras, as quais representariam um faturamento de R$ 450 bilhões.

Por AtribunaRj