Greve dos bancários na próxima segunda, é mentira!




O Sindicato dos Bancários de Niterói e São Gonçalo desmentiu o boato de que haverá uma greve unificada da categoria na próxima segunda-feira.
Luís Cláudio de Souza, presidente do sindicato, informou que não há possibilidade de aderir a uma paralisação no momento já que hoje a Federação Nacional de Bancos (Fenaban) deverá apresentar uma proposta de negociação com a categoria. Segundo Luís Cláudio apenas após uma assembleia eles definirão se haverá paralisação das atividades. Com a possível greve cerca de quatro mil bancários de Niterói, São Gonçalo e região deverão cruzar os braços numa esfera nacional de 450 mil trabalhadores.
Dentre as principais reivindicações, os trabalhadores pedem melhores condições de trabalho, reajuste salarial de 16% com inflação de 5,7% de ganho real, participação nos lucros de três salários mais um valor fixo de R$ 7.249,53 por funcionário, piso salarial de R$ 3.290, além de melhorias da saúde e segurança. O Sindicato informou que vai respeitar a lei de greve que exige publicação oficial de edital de assembleia para convocação de greve 72 horas antes, portanto. 
“Não podemos parar do nada senão vira uma greve ilegal. Nesta sexta a gente vai receber a proposta e para a próxima semana vamos fazer uma assembleia. A partir daí vamos definir se haverá greve e vamos publicar nos jornais. Não se faz greve assim. Haverá contingente de emergência para pagamentos de benefício para não prejudicar o pessoal que não consegue utilizar o caixa eletrônico”, disse.
A Federação Nacional de Bancos (Fenaban) informou, por meio de nota, que desde agosto, quando teve início a campanha salarial 2015/2016, as lideranças sindicais e os representantes dos bancos vêm se reunindo para debater temas pertinentes à categoria dos bancários, tais como emprego, saúde, segurança e condições do trabalho, igualdade de oportunidades, liberdade sindical e as cláusulas econômicas, que foram discutidas nos dias 16 e 17 de setembro. Hoje a Fenaban irá apresentar uma contraproposta para as cláusulas econômicas, esperando que seja suficiente para fechar um acordo e encerrar a campanha salarial.


Por Aline Balbino      AtribunaRj