Praça da Venda da Cruz apresenta lixo e muito descaso

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Lixo, desordem, moradores de rua e animais estão se tornando parte do ambiente natural da Praça Cyber Mendonça, na Venda da Cruz, em São Gonçalo.
Embora o espaço esteja inserido em um projeto de revitalização previsto para ter início ainda neste ano, a população do bairro gonçalense reclama do caos urbano no local, culpando principalmente comerciantes pela degradação. O poder público prometeu intensificar a fiscalização e, caso necessário, cassar o alvará de funcionamento de lojas da região.
A praça, que fica situada no entroncamento da Rua Doutor March com Pio Borges, serve como espécie de “lixão” para comerciantes. Moradores reclamam que a situação chega a este ponto porque não há coleta de lixo adequada no local, atraindo roedores e porcos. Até mesmo moradores de rua se instalaram na praça, como conta a enfermeira Silvia , de 42 anos.
“Moro na Venda da Cruz durante toda minha vida e nos últimos anos a praça só piorou. Ontem (quarta-feira) passei por aqui e a quantidade de lixo era enorme, além de uma família de porcos. Mãe, pai e os filhotes.E o pior é que não tem nada a ver com os moradores, são os comerciantes que não zelam pela praça e deixam na assim”, desabafou Silvia, que acredita que uma operação de ordenamento público é necessária no local.
O projeto de revitalização da Praça Cyber Mendonça, previsto para começar ainda neste ano, prevê poda de arvores e jardinagem, instalação de equipamentos de acessibilidade, reparo em bancos e mesas de jogos, além de um novo esquema de iluminação. Em nota, a Prefeitura de São Gonçalo informou a coleta na região está normalizada e que agentes da Campanha “Cidade Limpa” notificaram, por várias vezes, comerciantes da região, que insistem em jogar lixo na calçada da Praça.
Ainda de acordo com o poder público, equipes da Secretaria de Infraestrutura e Urbanismo irão intensificar o trabalho de fiscalização no local e, caso as autuações persistam, as lojas poderão ter seu alvará de funcionamento cassado. A Prefeitura também afirmou que realizou um trabalho de encaminhamento de moradores de rua para abrigos sociais há três meses, mas eles voltaram para o mesmo local.

 Por Marcel Magalhães      AtribunaRj