SUSTENTABILIDADE




Rodrigo Correia
29 anos



rodrigosc@poli.ufrj.br






Por Rodrigo Correia 13/05/2013




Reciclagem



Nos últimos anos, o volume de lixo urbano reciclado no Brasil aumentou. Entre 2003 e 2008, passou de 5 milhões de toneladas para 7,1 milhões, equivalente a 13% dos resíduos gerados nas cidades, segundo dados do Compromisso Empresarial para a Reciclagem (Cempre).
O setor movimenta cerca de R$ 12 bilhões por ano. Mesmo assim, o País perde em torno de R$ 8 bilhões anualmente por deixar de reciclar os resíduos que são encaminhados aos aterros ou lixões, de acordo com estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) encomendado pelo Ministério do Meio Ambiente. Isso porque o serviço só está presente em 8% dos municípios brasileiros
“Se os resíduos são misturados, em geral, apenas 1% pode ser reciclado. Se há a separação correta, o índice de aproveitamento passa para 70% ou mais”, explica a diretora-excutiva da Brasil Ambiental, Marialva Lyra. Ela destaca a importância da coleta seletiva para o processo da reciclagem.
Catadores
O Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) surgiu no final dos anos 90 e hoje está presente em praticamente todo território nacional por meio de 600 bases, entre associações e cooperativas, e de 85 mil catadores organizados.
“Noventa e nove porcento do material reciclável que vai para a indústria passa pelas mãos dos catadores organizados e não organizados”, relatou o articulador e um dos fundadores do movimento, Eduardo Ferreira de Paula, também secretário da Rede Latino Americana e do Caribe de Catadores.
O Diagnóstico do Manejo de Resíduos Sólidos de 2009, realizado pela Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental, apontou que a participação das associações de catadores com apoio da prefeitura na coleta seletiva ocorre em 30% das cidades brasileiras.
lei 11.445 estabelece as diretrizes nacionais para o saneamento básico e permite que as prefeituras contratem as organizações de catadores para fazer o trabalho de coleta seletiva. “Assim as cooperativas viram um negócio e não apenas uma atividade social”, afirma Eduardo Ferreira de Paula. 
Para a socióloga, Elisabeth Grimberg, coordenadora-executiva do Instituto Polis, as prefeituras são fundamentais. “O poder público municipal terá que investir e coordenar todo processo e implantar tecnologias voltadas para a reciclagem e co-implementar processos de integração dos catadores, associações e cooperativas”, afirma.
O alumínio é o campeão de reciclagem no País, com índice de 90%, segundo os Indicadores de Desenvolvimento Sustentável de 2010 do IBGE. Isso se deve ao alto valor de mercado de sua sucata, associado ao elevado gasto de energia necessário para a produção de alumínio metálico.
Para o restante dos materiais, à exceção das embalagens longa vida, os índices de reciclagem variam entre 45% e 55%. 





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Por Rodrigo Correia 29/04/2013



Masdar City: um oasis sustentável no meio do deserto
 


Um verdadeiro oasis em pleno deserto. Esta é a melhor definição para Masdar City, nos Emirados Árabes Unidos, a primeira cidade do mundo com emissão zero de carbono, ao incorporar a sustentabilidade em todos os aspectos do planejamento e concepção do município.

Construída a partir de 2007 e com conclusão prevista para 2018, Masdar City foi projetada para abrigar 50 mil habitantes. A principal meta da cidade é tornar-se um pólo de pesquisa em tecnologias limpas, no intuito de ser considerada uma das lideranças na área.
Para concretizar este objetivo, o MasdarInstituteof Science and Technology, desenvolvido junto com o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), terá sede na nova cidade. A proposta do local é de ser um laboratório onde serão aplicados os princípios de sustentabilidade.
Listamos para você os principais objetivos traçados por Masdar City:
  • Matriz energética 100% renovável;
  • Reduzir ao máximo a pegada de carbono;
  • Transporte exclusivamente público;
  • Documentação dos habitantes totalmente digital para evitar o uso de papel;
  • Refrigeração dos edifícios e ruas da cidade baseada na tradicional arquitetura árabe.
A infraestrutura de Masdar City tem sido construída com investimentos do governo de Abu Dhabi (capital dos Emirados Árabes) em parceria com as empresas Foster e Partners e MubadalaDevelopmentCompany. O MasdarInstituteof Science and Technology está completo e sua primeira turma começou as aulas em setembro de 2010.





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 Por Rodrigo Correia 18/03/2013


 Quiosque do Banco do Brasil oferecerá excedente de energia para a rede em Salvador.


 O Banco do Brasil inaugurou na tarde desta quinta-feira (14), em Salvador (BA), o primeiro ponto de auto atendimento do tipo quiosque, com 100% de utilização da energia solar. O projeto pioneiro no sistema bancário foi desenvolvido em parceria com a escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e possibilitou a construção de edificação autossustentável no consumo de energia elétrica.
Localizado no campus da UFBA, o quiosque utiliza sistema solar foto voltaico interligado à rede da concessionária de energia elétrica. A energia gerada será consumida pelo próprio quiosque e o excedente repassado para a rede comercial da concessionária, conforme regulamentação da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).
A solução utilizada é do tipo “on grid“. Ao contrário do sistema convencional, não utiliza baterias para armazenar a energia excedente gerada, o que diminui o investimento inicial, custos de manutenção e reposição, além de eliminar a utilização de substâncias poluentes ao meio ambiente.
Nesse tipo de sistema, que não permite o armazenamento de energia, quando o consumo for superior a geração solar, a concessionária fornece a energia complementar e, quando a energia solar gerada for superior ao consumo, o excedente é enviado para rede da concessionária. No final do período de faturamento mensal, os créditos da geração excedente que foi enviada à rede e a energia consumida da concessionária são contabilizados, o que neste caso deve resultar em créditos de geração ao Banco do Brasil.
A previsão de geração anual de energia solar fotovoltaica é de 7.021 kWh. De acordo com o projeto, o consumo estimado para a unidade de autoatendimento do BB é de 6.935 kWh/ano. A energia excedente gerada anualmente, de cerca de 86 kWh, será “vendida” para a concessionária em forma de crédito de consumo. A vida útil dos painéis é de 25 anos e a expectativa do Banco do Brasil é de que a redução dos preços dos sistemas fotovoltaicos contribua para viabilizar economicamente o uso operacional da energia.
O Banco do Brasil tem 45 mil terminais de autoatendimento em todo o país e avalia que há enorme potencial para expansão gradual do projeto. O BB quer ser pioneiro em iniciativas sustentáveis e responsáveis da energia solar, de forma a sair do círculo vicioso para o virtuoso do desenvolvimento econômico sustentável.










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 Por Rodrigo Correia 18/02/2013


BRASILEIROS QUEREM COLETA SELETIVA
 


     Agentes públicos em geral e os prefeitos eleitos em particular precisam enfrentar com determinação uma agenda que tem sido frequentemente negligenciada em nosso país: o manejo de resíduos sólidos urbanos. Pesquisa que encomendamos ao Ibope mostra que o cuidado com o lixo já começa a fazer parte das preocupações da população, mas precisa entrar definitivamente para a agenda das prefeituras e das outras esferas de governo. O estudo revela, por exemplo, que a população quer participar da coleta seletiva, mas não é atendida pelo serviço na maioria dos municípios e no Distrito Federal.

     O Brasil tem hoje uma legislação avançada, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que tramitou por duas décadas no Congresso Nacional. A lei prevê a obrigatoriedade da coleta seletiva, o fim dos lixões e o recolhimento de embalagens pelos próprios fabricantes ou importadores.


     Paralelamente, o país convive com o atraso na aplicação da lei, o que coloca em risco o seu cumprimento. Em agosto passado, dois anos depois de sancionada a PNRS, os municípios deveriam ter apresentado seus planos de gestão de resíduos sólidos. Mas apenas 10% conseguiram cumprir o prazo.

     O fim dos lixões – e a implementação da coleta seletiva – também já tem data para se tornar realidade: agosto de 2014. Mas nada indica que estamos no caminho.
     Os prefeitos reclamam que não têm orçamento para investir em coleta seletiva, aterros sanitários e outras obrigações previstas na lei. Na verdade, há recursos disponíveis em diversas fontes, mas o acesso a eles costuma esbarrar na falta de planejamento e de projetos.
     No WWF-Brasil, temos acompanhado muito de perto a aplicação da PNRS. Em conjunto com o Banco do Brasil, a Fundação Banco do Brasil e a Agência Nacional de Águas, desenvolvemos projetos demonstrativos em cinco municípios: Belo Horizonte (MG), Caxias do Sul (RS), Natal (RN), Rio Branco (AC) e Pirenópolis, aqui do lado. Nestes locais, trabalhamos para apoiar prefeituras, catadores e comunidades no processo de adaptação à legislação, com o objetivo de desenvolver experiências que possam ser replicados em todos os municípios brasileiros.
     Pirenópolis, que tem pouco mais de 20 mil habitantes, pode ser exemplo para cerca de 90% dos municípios brasileiros, que são cidades pequenas, com menos de 50 mil pessoas.
     Nesta experiência, encontramos bons exemplos e grandes desafios. Entre estes, o maior talvez seja a efetiva implantação da coleta seletiva. A falta deste serviço, além de ser um problema ambiental, representa um enorme desperdício de recursos. De acordo com o Ministério do Meio Ambiente (MMA), o valor dos resíduos recicláveis que vão para os lixões por falta de coleta seletiva chega a R$ 8 bilhões ao ano. E ainda deveríamos somar a isso os custos para coletar, transportar e dispor esse material.
     Nosso país tem uma particularidade interessante: o serviço de coleta seletiva e de triagem é feito, em grande parte, pelos catadores. Isso quer dizer que, no Brasil, a reciclagem é, ainda, responsável por gerar renda e trabalho para centenas de milhares de brasileiros. Este é mais um motivo para os administradores públicos olharem com mais carinho para esta agenda. E também para tomarmos com mais cuidado os serviços oferecidos pela indústria da incineração de resíduos. A ideia de queimar recursos é absurda, ainda que o argumento seja a geração de energia. Temos alternativas limpas e renováveis. E, por mais que os propagandistas do modelo falem em filtros poderosíssimos, a atividade não deixa de ser poluidora.
     Estamos perigosamente a caminho do famoso “fato consumado” – quando se torna quase impossível reverter o erro. Experiências desse tipo não são raras em nossa história recente. Foi assim com a aprovação dos transgênicos – depois que as lavouras foram inundadas com sementes contrabandeadas de um país vizinho – e tem sido assim com o Código Florestal, podado radicalmente para ficar à altura de seu descumprimento.
     Disseminar a cultura do cuidado com o resíduo é dever do poder público, em todos os níveis – mas também das pessoas e das empresas. Estas iniciativas são importantes para a economia do país e para a saúde da população, além de serem fundamentais para a conservação de recursos naturais como a água. A correta destinação dos resíduos e a aplicação da PNRS colaboram para a construção de um país em que as cidades e a natureza convivam em harmonia.
* Maria Cecília Wey de Brito é secretária geral do WWF-Brasil.
** Publicado originalmente no site WWF-Brasil.




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Por Rodrigo Correia 28/01/2013 
Ambicioso plano de obras de infraestrutura, para enfrentar as contingências do clima em Cartagena das Índias



Um ambicioso plano de obras de infraestrutura, para enfrentar as contingências do clima em Cartagena das Índias, se debate entre os benefícios projetados e críticas por parte da população envolvida.
Cartagena das Índias, Colômbia, 21 de janeiro de 2013 (Terramérica).- O plano de adaptação à mudança climática para esta caribenha cidade colombiana, cujas diretrizes datam de 2004, mostra avanços de peso sem calar as vozes contrárias. Enquanto as autoridades aplaudem, muitos moradores não param de apresentar questionamentos. O ponto comum é o interesse em diminuir os efeitos negativos da mudança climática, que, segundo se estima, provoca elevação do nível do mar entre dois e cinco milímetros por ano.
Especialistas calculam que as águas na costa de Cartagena das Índias aumentaram entre 15 e 22 centímetros nos últimos cem anos e que até 2100 aumentarão mais 80 centímetros, ou mesmo um metro. “As mudanças mais bruscas acontecerão dentro de aproximadamente oito anos, com maior intensidade das chuvas, aumento anormal da altura das ondas, recorrência de furacões, inundações e ondas de calor, com as consequentes alterações ambientais”, explicou ao Terramérica o biólogo marinho Francisco Castillo, assessor da Secretaria de Planejamento de Cartagena das Índias.
Sob o nome oficial de Integração da adaptação à mudança climática no planejamento territorial e gestão setorial de Cartagena das Índias, este plano para mitigar os eventos extremos conta com apoio da prefeitura local e é coordenado pelo Ministério de Meio Ambiente, Habitação e Desenvolvimento Territorial, pelo Instituto de Pesquisas Marinhas e Costeiras, e pelo Programa Aliança Clima e Desenvolvimento (CDKN).
Nesse contexto, já começaram a ser vistos avanços em obras de infraestrutura para proteger a cidade dos efeitos negativos da variação do clima, entre as quais a construção, perto de começar, de nove diques, cinco quebra-ondas e dois muros de contenção. Contudo, o capítulo mais significativo inclui a ampliação da avenida Santander, que cruza a cidade, e a instalação de um grande emissário submarino, que substituirá 30 tubulações atualmente em uso.

Capital do departamento de Bolívar, esta cidade abriga quase um milhão de pessoas em seus 709 quilômetros quadrados, tem 48,7 quilômetros de costas no Mar do Caribe e sua economia se sustenta na indústria química, zonas francas, no comércio e muito especialmente no turismo. Precisamente, a ampla e variada oferta hoteleira, o contraste entre a zona colonial, com sua muralha defensiva, e a moderna, com grandes edifícios, e personalidades que a evocam, como o escritor Gabriel García Márquez e o pintor Alejandro Obregón, são alguns elementos que fazem desta cidade um local privilegiado para milhares de visitantes do resto da Colômbia e do exterior.
Entretanto, essa auréola de centro turístico internacional oculta em parte sua nada privilegiada colocação entre as cidades colombianas com maior contraste socioeconômico. A profunda pobreza de boa parte de seus habitantes bate de frente com o esbanjamento de riqueza de uma minoria. “Nas fases de construção e operação dos projetos, há oferta de trabalho para as comunidades mais pobres, o que representa melhor qualidade de vida”, declarou Castillo a esse respeito.
Agora é preciso pessoal para essas obras do plano de adaptação climática. Em muitos casos, estes postos de trabalho serão ocupados por pescadores, que aprendem as artes da construção em troca de um salário fixo, previsto inicialmente por quatro anos, uma segurança que seu ofício artesanal habitual não proporciona.

Um emissário que divide
As contradições entre trabalho seguro e questionamentos ambientais são evidentes na Vila de Punta Canoa, a 21 quilômetros do centro urbano de Cartagena, onde desembocará o Emissário Submarino com água de esgoto da cidade. “Durante sete anos a maioria de nós protestou, porque não queríamos a instalação do emissário aqui, e eu continuo não querendo”, disse ao Terramérica, em sua casa de Punta Canoa, Ramiro Ramírez, um pescador de 54 anos.
Ramírez afirmou que protesta “porque conheço o mar e sei como as correntes devolvem material fecal. O cheiro é insuportável. Porém, muitos que foram até violentos com os trabalhadores da Acuacar (Águas de Cartagena) se beneficiaram com trabalho ou com uma das 12 lanchas que entregaram. Agora, ninguém diz nada”. O Terramérica comprovou a queixa do pescador: não encontrou respostas à exceção da sua.
O porteiro da Acuacar, um morador uniformizado, foi direto: “Não posso falar porque agora trabalho aqui”. Também não quiseram falar dois pescadores que se preparavam para entrar em uma lancha a motor. A instalação do emissário submarino foi parte do Plano Diretor de Aqueduto, Esgoto e Saneamento Básico de Cartagena, iniciado em 1996, mas que, devido à sua relevância e efeitos atuais, foi incluído no plano de adaptação à mudança climática para garantir sua realização.
A tubulação, de dois metros de diâmetro, terá 4.321 metros de comprimento, dos quais 2.566 estarão sob o leito marinho, segundo informação da Acuacar. A construção deste emissário beneficiará a população instalada nas imediações do Pântano de La Virgen, que recebia 60% do esgoto da cidade, com a consequente mortandade maciça de peixes até 2000, quando para oxigená-lo foi inaugurado o Canal de La Bocana. “Isso está certo, mas a recuperação do pântano não é imediata. É preciso dragar para retirar resíduos de mais de 30 anos”, disse ao Terramérica o pescador Eduardo Jiménez, para quem “agora o problema será em Punta Canoa”.

Ramírez entende que “já não há nada para fazer, porque não há diálogo com as autoridades”, acrescentando que “não será visual. Será porcaria tratada com componentes químicos que diminuem” a reprodução dos peixes. “Além disso, teremos problema de pele, porque aqui também chegarão os dejetos do hospital e de quase 30 pequenos emissários que há em Cartagena”, concluiu o pescador, com tristeza, olhando seu neto de três anos.


Ele tem razão em parte, segundo Castillo. “O tratamento do esgoto não é primário, secundário e terciário, como seria o ideal, mas a 1,8 quilômetro expulsará a matéria pré-tratada, que se dissolve pela temperatura e salubridade do mar. Isto é, agora a Acuacar entrega ao mar os resíduos para que biologicamente este acabe com eles”, opinou. “A Acuacar tem prazo fixo para terminar o processo completamente”, prosseguiu o biólogo. “Por isso, agora sonho com a Cartagena de 2015: terá o emissário trabalhando em sua totalidade, uma proteção costeira funcionando, o Pântano de La Virgen totalmente despoluído e uma oferta de praias em toda sua potencialidade”, concluiu, entusiasmado. Envolverde/Terramérica


* A autora é correspondente da IPS.







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Por Rodrigo Correia 21/01/2013

Búzios aplica projeto para se tornar uma cidade inteligente


Medidas visam reduzir desperdício e aumentar eficiência energética. Projeto também estimula a participação direta da comunidade.
Já se foi o tempo em que Búzios era conhecida apenas por ser uma das cidades preferidas da atriz francesa Brigitte Bardot, hoje imortalizada na forma de estátua no balneário.
Brigitte passou as férias em um ano da década de 1960, quando Búzios não tinha água encanada, telefone ou energia elétrica. A Búzios do século XXI, porém, pretende ser uma das cidades mais inteligentes do mundo.
A distribuidora local de energia está investindo R$ 40 milhões para tornar Búzios a primeira cidade inteligente da América Latina. Todas as medidas têm por objetivo reduzir o desperdício e aumentar a eficiência no consumo de energia.
“Búzios foi escolhida por ser uma cidade que tem 10 mil clientes, o tamanho que a gente precisava pra construção de um projeto piloto, tem um consumo de energia bastante significativo, quase duas vezes o consumo médio do Brasil, da média nacional do consumidor, e tem uma pequena região geográfica”, diz Weules Fernandes Correia, coordenador técnico do projeto Cidade Inteligente Búzios.
Cidade inteligente é aquela que reduz a emissão de poluentes. Para alcançar esse objetivo, é importante, por exemplo, usar carro elétrico. “Hoje, em Búzios, temos quatro carros elétricos e duas bicicletas na operação, mas o carro é dois terços mais econômico. Já temos também um eletroposto, que é onde nós carregamos os carros. Em um futuro próximo, vamos ter mais cinco espalhados pela cidade, incentivando o uso de veículos elétricos”, afirma Weules.
Cidade inteligente investe em chuveiro eficiente. A bomba que succiona a água doce do subsolo para uma ducha refrescante depois do banho de mar é movida a energia solar. A placa fotovoltaica que está em cima movimenta, faz acionar a bomba. Não há ruído, só o da água. Ao todo, 12 chuveiros movidos a energia solar vão refrescar os banhistas sem ruído ou poluição.
A troca de lixo ou óleo de fritura por descontos nas contas de luz também faz parte do projeto. Depois da pesagem na balança, é hora de ver qual o tamanho da economia. Antonio Valente, proprietário de uma pousada, conseguiu, com 8,2 kg, R$ 11,92 de desconto. “Por menos que o turismo impacte na cidade, sempre impacta bastante. Então, se a gente pode reciclar, diminui isso”, afirma.
A nova geração de medidores de luz digitais que a maioria dos brasileiros só conhecerá daqui a alguns anos já é realidade em Búzios. 222 novos medidores de luz já foram instalados na cidade e a previsão, até setembro do ano que vem, é que 6 mil equipamentos iguais a esses sejam instalados em Búzios.
O equipamento é conhecido como medidor inteligente. Os principais benefícios para o cliente são a geração distribuída e a possibilidade de gerar a própria energia. Essa energia excedente pode ser injetada na rede e o consumidor receber crédito por essa energia.
As principais fontes de energia do centro de controle do projeto são limpas e renováveis. A força do vento e a luz solar asseguram 65% de toda a energia consumida no prédio.
O projeto também estimula a participação direta da comunidade. “A cidade inteligente, para nós, representa um turismo sustentável e nós esperamos que possa haver um suporte na transformação das pousadas também para serem sustentáveis, auto-sustentáveis, com energia solar, eólica”, diz Janice Maria, representante das 400 pousadas do balneário.
Não basta ter fama, charme e beleza. A Búzios do século XXI quer ser conhecida mundialmente por ser inteligente.


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Por Rodrigo Correia 07/01/2013 
A CPFL Energia inaugurou a Usina Tanquinho, primeira a usar painéis solares fotovoltaicos em São Paulo.

Instalada em Campinas, esta é a maior usina solar do Brasil com capacidade para abastecer 657 residências.
A estrutura, que também é a primeira fotovoltaica instalada no estado de São Paulo, tem capacidade para produzir 1,6 GWh por ano, o suficiente para abastecer 657 residências com consumo médio de 200 KWh por mês. Segundo a CPFL Energia, Tanquinho poderá iluminar, pelo menos, 70% das residências de Campinas.
Os gastos totais da obra chegaram a R$ 13,8 milhões, investidos em pesquisa e desenvolvimento. A fase de estudos levou oito meses para ser concluída, enquanto o período de obras durou apenas quatro meses. O projeto, aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), foi desenvolvido pela CPFL Renováveis em parceria com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e empresas parceiras da instituição de ensino.
A energia produzida pela Usina Tanquinho só poderá ser utilizada a partir do ano que vem. Entretanto, as pesquisas de geração ainda não estão concluídas, já que, em 2015, a CPFL vai fazer os ajustes necessários com a Aneel para a participação da geração solar na matriz energética brasileira.
Atualmente, o Brasil possui duas usinas de geração solar – a recém-inaugurada e a Usina MPX Tauá, localizada no sertão cearense. Desenvolvida pela EBX, do empresário Eike Batista, a usina cearense iniciou suas operações em agosto do ano passado.

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Por Rodrigo Correia 19/11/2012



Bons exemplos




Entre as empresas baianas que têm uma gestão baseada na sustentabilidade, a Veracel, localizada no sul da Bahia, vem se tornando um exemplo a ser seguido. Inaugurada em 2005, sua atividade produtiva é a agroindustrial integrada, abrangendo todas as  fases da produção de celulose de eucalipto branqueada. A empresa possui capacidade para produzir anualmente 900mil toneladas de celulose branqueada de eucalipto.

            A Veracel desenvolveu um programa de gerenciamento de resíduos sólidos que preconiza o controle, a minimização de geração e a reciclagem da maior quantidade possível de materiais, adequando o tratamento de resíduos aos mais modernos conceitos de controle ambiental.

            Como resultado, a empresa atingiu elevados índices de reciclagem dos resíduos gerados, aumentando a vida útil do aterro industrial; gerou novos postos de trabalho; beneficiou agricultores e pecuaristas da região, ao disponibilizar material orgânico, corretivos de solo e fertilizantes minerais com menor custo.

            Outro bom exemplo é dado pela Ecoplástico Bahia Reciclagem Indústria e Comércio. A empresa recicla embalagens plásticas de consumo transformando-as em produtos para a área da construção civil. Desde 2005, foram recuperadas mais de 200 milhões de embalagens, em um projeto que envolveu recursos da ordem de quatro milhões de reais na cadeia de coleta, dois milhões e trezentos mil reais de salários diretos, dois milhões e quinhentos mil reais de investimentos em máquinas e um milhão e cem mil reais em impostos.






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Por Rodrigo Correia 05/11/2012



 O plástico verde produzido pela Braskem tem as mesmas propriedades e mesma aparência de um polietileno comum 






Tudo começou no mês de setembro de 2008, quando a Braskem anunciou ter sido bem sucedida no maior projeto de inovação de sua história, o desenvolvimento do Polipropileno verde (PP) de origem renovável. Primeiramente, as amostras foram obtidas em escala de laboratório e, na sequência, em planta-piloto, onde se produziu homopolímero e copolímeros. Assim, foi dado mais um passo importante para consolidar a liderança da Braskem no desenvolvimento de plásticos verdes ao produzir as primeiras amostras de polipropileno a partir de matéria-prima 100% renovável com certificação internacional. O reconhecimento veio do laboratório norte-americano  Beta Analytic Inc., líder mundial em isótopos de carbono, que atestou sua origem 100% renovável através de metodologia para detecção de carbono fóssil na amostra.


 A consagração internacional aconteceu em 24 de setembro de 2011, com a inauguração em Triunfo, no Rio Grande do Sul, de uma unidade com capacidade para produzir anualmente 200 mil toneladas de resina plástica feita a partir da cana-de-açúcar e com os inúmeros negócios fechados com empresas de vários países europeus na tradicional Feira Mundial do Plástico e da Borracha, realizada de 27 de outubro a 3 de novembro em Dusseldorf.



            ”O plástico verde da Braskem colocou a empresa e o Brasil numa posição destacada no mercado”, afirma Manoel Carnauba, vice-presidente de petroquímicos da companhia. “O sucesso de nosso estande foi muito grande na feira. Por ele passaram, em média, cinco mil pessoas por dia. Toda a nossa produção está antecipadamente vendida graças ao interesse que nosso produto inovador causou no mercado mundial”, explica.



            “Os europeus são nossos maiores clientes, eles compram 55% de nosso plástico verde”, informa Manoel Carnauba. “Depois vêm os asiáticos, com 25%, e os norte-americanos e brasileiros fechando com os outros 25%, totalizando os 100% de nossa produção”.


 
            O plástico verde produzido pela Braskem tem as propriedades e mesmo a aparência de um polietileno comum e pode ser usado na fabricação de qualquer produto que use esse tipo de polímero: frascos, embalagens, sacolas, peças de automóveis e móveis. A semelhança é tão grande que, para diferenciá-lo, a empresa vai colocar um selo onde se lê “I’m Green”  (Sou Verde, em inglês). Mas, apesar do selo verde, o novo plástico da Braskem não resolve um problema crônico: não é um produto biodegradável. Ou seja, se ele for jogado na natureza vai demorar o mesmo número de anos para se degradar do que o plástico convencional.
 



            Em contrapartida, a utilização da matéria-prima renovável, originada da cana-de-açúcar, traz um benefício muito importante, pois contribui para a redução dos gases do efeito estufa. Os carbonos que participam de sua composição vêm do gás carbônico disperso na atmosfera. “Cada tonelada de polietileno verde equivale à retirada de 2,5 toneladas de CO2 da atmosfera. E isso é ótimo para o meio ambiente” destaca Carnauba.



            E quem faz a absorção é a própria cana-de-açúcar. No processo tradicional, acontece o inverso: são jogadas no ar cerca de 2,5 toneladas de dióxido de carbono por tonelada produzida. A cada ano, com a produção de polietileno verde, a Braskem contribui coma redução de emissão de mais de 750 mil toneladas de CO2. Isso equivale a plantar e manter mais de um milhão de árvores a cada ano.



            Menos danos - E tem mais, segundo o executivo da Braskem: a exemplo do plástico comum, é um produto reciclável. Ao ser moído e passar por um processo químico gera mais plástico.



            Também pode ser queimado para gerar energia elétrica. O plástico verde causa menos danos que muitos produtos biodegradáveis, que despejam micropartículas nos rios e aterros sanitários contaminando a natureza.


            Desvendada a fórmula para produzir em escala industrial o polietileno 100% renovável, a Braskem investe agora na versão verde de outro polímero, também a partir da  cana-de-açúcar, com um nome semelhante e centenas de aplicações. Trata-se do polipropileno verde – ou PP verde, é uma resina cujas características são o baixo custo, a alta resistência ao impacto e à fratura por flexão ou fadiga, e a facilidade de coloração e moldagem. É encontrada em produtos da linha branca, em partes internas e externas de carros, material de construção civil, brinquedos, copos descartáveis, canetas esferográficas, recipientes para alimentos e remédios, entre outros.


            Para tanto, a Braskem desenvolve há algum tempo projetos nesta direção, tendo realizado nos últimos anos parcerias para estudos com Novozymes, Unicamp e LNBio. Para este projeto específico, foi realizada pesquisa de ecoeficiência em conjunto com a Fundação EspaçoEco, que demonstrou que para cada tonelada de polipropileno verde produzida, 2,3 toneladas de CO2 são capturadas e fixadas.


            A diretoria da Braskem anunciou que deverá construir uma fábrica destinada à fabricação de polipropileno verde. O projeto, ainda em estágio inicial, está orçado em US$ 100 milhões e tem previsão para entrar em operação em meados de 2013. O local de instalação da nova fábrica, que será capaz de produzir 30 mil toneladas de plástico por ano, ainda não está definido. A Bahia é forte candidata, mas, para ganhar de outros fortes concorrentes, o governo do estado precisa resolver um sério problema: o ICM é bem mais alto em relação a outros estados. Caso o imposto sobre o etanol seja reduzido, as chances da nova fábrica ser instalada no estado aumentam bastante.


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Por Rodrigo Correia 29/10/2012



Consumo consciente para uma sociedade mais sustentável.


Acordar, tomar banho, se alimentar, sair de carro, pegar o elevador até o andar do escritório, ligar o computador, ir até o cafezinho... Todas essas ações fazem parte de nosso cotidiano e acarretam impactos ambientais, sociais e econômicos. Se por um lado há quem não perceba que suas atitudes impactam o coletivo e têm efeitos em longo prazo,  por outro existem aqueles que consomem de acordo com os recursos – naturais e econômicos – que possuímos, sem esquecer as gerações futuras.
“ A proposta de consumo consciente não é parar de consumir, nem passar fome, mas sim consumir de maneira diferente. Sua família vai continuar se alimentando bem, sem desperdiçar, e você vai economizar muito além de alimentos”, explica Estanislau Maria de Freitas Junior, coordenador de comunicação e conteúdo do instituto Akatu. O consumo consciente, juntamente com educação e as políticas públicas, é uma das três bases para conseguir uma sociedade mais sustentável. Estanislau vê como os dois principais resultados desta prática o ganho em qualidade de vida e a economia. “ Seguindo princípios de consumo e consciência você vai ter mais tempo útil, de lazer, prestar mais atenção no ambiente do entorno, fazer mais atividade física, além de sentir a diferença no próprio bolso também. Ao economizar recursos como água e energia elétrica, evitar o desperdício e comprar o necessário você vai automaticamente gastar menos. O mais importante é dar exemplos”.
Tipos de consumidores – O instituto Akatu e o instituto Ethos apresentaram em dezembro um levantamento inédito “ O consumidor brasileiro e a sustentabilidade: atitudes e comportamentos frente ao consumo consciente, percepções e expectativas sobre a responsabilidade social e empresarial. Pesquisa em 2010 revelou, que entre os resultados positivos, a manutenção do percentual de consumidor  “ consciente ” em 5%.
                Considerando-se o aumento populacional alcançado, o resultado implica um crescimento de cerca de 500 mil consumidores aderindo a valores e comportamentos mais sustentáveis. “ Juntamente com 23% de consumidores ‘engajados’, eles formam o núcleo mais mobilizado e acabam se tornando os multiplicadores das ideias de sustentabilidade e consumo consciente”, conta Estanislau.
                Entretanto por outro lado, a pesquisa que ouviu 800 mulheres e homens maiores de 16 anos, de todas as classes sociais e regiões do país, constatou o crescimento ( de 25% para 37% do total ) do segmento de consumidores mais desses valores e comportamentos, o grupo chamado de “indiferente”. Este aumento de consumidores “indiferentes” indiferentes é atribuído à ascensão social e a incorporação no mundo do consumo de uma parte significativa da população brasileira, verificados especialmente ao longo dos dois governos do presidente Lula. De acordo com o  estudo, apesar de o termo sustentabilidade estar tão na moda, muita gente não conhece o seu significado: no Brasil, 56% dos consumidores nunca ouviram falar em sustentabilidade. Dos que conhecem, poucos se interessam e transformam o seu significado em prática cotidiana.
                A aposentada Analice Cruz fez o teste do consumidor no site do instituto Akatu e obteve o resultado “indiferente”, o tipo que tem consciência do que deve ser feito, mas falha na hora de por em prática. “ sei que tenho que fazer, mas não sei como começar. Falta incorporar a cultura da sustentabilidade e do consumo consciente, cada um fica esperando o outro fazer e todo mundo termina ficando de braços cruzados. É uma questão de educação”, diz ela. A aposentada reconhece que desempenha algumas práticas do consumo consciente, como não desperdiçar comida, planejar o que vai comprar e optar por produtos que consumam menos energia: “Só vou ao mercado com uma lista de compras, assim não caio na tentação de levar o supérfluo e desnecessário. Por isso, sempre reflito antes de colocar no carrinho algo que não tinha sinalizado a necessidade anteriormente”.
                O estudante de Oceanografia e voluntário do Greenpeace na Bahia, Mateus Felipe Tavares, chama a atenção para pequenas mudanças no comportamento que podem fazer a diferença: “ Além de reduzir a quantidade de material consumido, algo que infelizmente nem todo mundo aceita, como deixar de comprar por simples prazer ou deixar de pegar aquele saquinho do mercado. Pode-se optar por produtos feitos a partir de materiais reciclados, tentar aprender a fazer novos objetos a partir daquilo que já possui e descartaria, e principalmente, consumir mais orgânicos e produtos locais”.
                Para ele, outra forma de exercer seu papel consciente é estar atento para o fato de que as empresas atendem às tendências do mercado. “Havendo consumidores mais preocupados com causas sócio ambientais, teremos produtos mais preocupados também”. Beatriz luz, da área de desenvolvimento sustentável da Braskem, concorda com o raciocínio: “O consumidor bem informado tem consciência do impacto de seu consumo e procura atuar de forma responsável dando exemplo e incentivando as boas práticas dentro de casa, na empresa onde trabalha e na comunidade onde vive”. 




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Por Rodrigo Correia 15/10/2012 

Sustentabilidade

Iniciamos uma nova fase no maior portal de notícias da zona norte de Niterói. Uma nova coluna que irá comentar sobre sustentabilidade, não só por ser o assunto do momento, mas também por ser o assunto do futuro.
                Nesta coluna, iremos discutir esclarecer, informar, mostrar novas tecnologias (assim como as já disponíveis no mercado), dar dicas de como reciclar o lixo doméstico e mostrar aos leitores a importância de ter uma atitude sustentável. Isso tudo de forma clara e de fácil entendimento, vamos também fazer enquetes sobre o assunto, mostrar vídeos e fotos, tudo isso para que você leitor participe e interaja conosco.
                Para começar vamos fazer uma introdução do que é a sustentabilidade e como podemos ajudar a cuidar de nosso planeta.

O que é sustentabilidade?
Muitas pessoas acham erroneamente que o termo sustentabilidade é uma forma de produção industrial na qual os elementos da natureza não são utilizados, o que não é verdade, a sustentabilidade é um termo usado para definir ações e atividades humanas que visam suprir as necessidades atuais dos seres humanos, sem comprometer o futuro das próximas gerações. Ou seja, usar esses recursos naturais com consciência sem agredir o meio ambiente. Seguindo estes parâmetros, a humanidade pode garantir o desenvolvimento sustentável.


Porque reciclar o lixo?
Muito se fala em reciclagem, em sustentabilidade, mas dai vem à pergunta, porque reciclar?
Pois é, você já parou pra pensar quanto lixo é produzido por um dia em uma cidade? São muitas toneladas, só no município de Niterói são recolhidos aproximadamente 400 toneladas de lixo por dia e essa grande quantidade de lixo produzido em uma cidade traz problemas para mesma. Há necessidade de espaços para construir aterros sanitários. A coleta de lixo e a manutenção do aterro custam dinheiro, mau cheiro e propagação de doenças também são problemas principalmente quando não há aterros sanitários ou quando eles são operados de modo incorreto ou não são bem construídos.
Os papeis, plásticos, metais e vidros embora estejam em quantidades menores dos que os restos de comida também contribuem para a quantidade total de lixo, e como fazer para aproveita-los?
Reciclando, porque ao reciclar diminuímos a quantidade de lixo , portanto reduzimos os problemas causados por ele e poupamos dinheiro, pois obter plástico, papel, vidro ou metal a partir de matéria-prima natural custa mais do que produzir a partir da que já existe.
Desse modo economizamos energia, pois gasta-se menos energia na reciclagem do que na obtenção a partir de fontes naturais. Sem contar que conservamos os recursos naturais como às arvores (usadas para fabricar o papel ), o petróleo ( matéria-prima para o plástico ) e os minérios (para obter metais). 



Ações relacionadas à sustentabilidade
- Exploração dos recursos vegetais de florestas e matas de forma controlada, garantindo o replantio sempre que necessário.
- Preservação total de áreas verdes não destinadas a exploração econômica.
- Ações que visem o incentivo a produção e consumo de alimentos orgânicos, pois estes não agridem a natureza além de serem benéficos à saúde dos seres humanos;
- Exploração dos recursos minerais (petróleo, carvão, minérios) de forma controlada, racionalizada e com planejamento.
- Uso de fontes de energia limpas e renováveis (eólica, geotérmica e hidráulica) para diminuir o consumo de combustíveis fósseis. Esta ação, além de preservar as reservas de recursos minerais, visa diminuir a poluição do ar.
- Criação de atitudes pessoais e empresarias voltada para a reciclagem de resíduos sólidos. Esta ação além de gerar renda e diminuir a quantidade de lixo no solo, possibilita a diminuição da retirada de recursos minerais do solo.
- Desenvolvimento da gestão sustentável nas empresas para diminuir o desperdício de matéria-prima e desenvolvimento de produtos com baixo consumo de energia.
- Atitudes voltadas para o consumo controlado de água, evitando ao máximo o desperdício. Adoção de medidas que visem a não poluição dos recursos hídricos, assim como a despoluição daqueles que se encontram poluídos ou contaminados.

Benefícios
A adoção de ações de sustentabilidade garante a médio e longo prazo um planeta em boas condições para o desenvolvimento das diversas formas de vida, inclusive a humana. Garante os recursos naturais necessários para as próximas gerações, possibilitando a manutenção dos recursos naturais (florestas, matas, rios, lagos, oceanos) e garantindo uma boa qualidade de vida para as futuras gerações.